terça-feira, 11 de junho de 2013

Um Outro Capítulo de Anos Rebeldes

Olá pessoal! Nesses últimos dias ando a todo vapor! Haha

Eu e o  CMDCA de Araçatuba(Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente), estamos organizando o Encontro Municipal dos Direitos Humanos da Criança e Adolescente. Isso é muito bom! Crianças e adolescentes se unem ao Governo na construção de políticas públicas! Uma participação cidadã ativa que tem gerado muitos frutos.
Nesse texto que compartilho aqui com vocês, discorro sobre o papel do adolescente e do jovem como cidadão, algo que anda muito apagado, ofuscado pelas más notícias dos jornais e por um preconceito em relação ao Estatuto da Criança e Adolescente (algo que tratarei aqui em outro post).
Meu desejo é que através do que eu escrevo, mentes sejam abertas, esclarecidas e avivadas para exercer o propósito que todos nós temos: o de cidadãos.

                                        Um outro capítulo de Anos Rebeldes

1992. Estudantes saem às ruas em protesto contra a corrupção. O então presidente convocou a nação para que fosse às ruas de verde e amarelo. Não deu. A juventude usou o preto. Começa aí a morte da “Era Collor”.
O que mais impressiona nesta história, além da força e rebeldia da juventude convertidas para o bem, é que foi esse mesmo presidente que sancionou a lei n. 8069/1990, que gerou a criação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Mesmo assim, os estudantes, apoiados pela UNE, partidos políticos e pelo Movimento pela Ética na Política, pressionaram o governo e conseguiram o impeachment, vibrando a cada voto favorável, num protesto contra a corrupção.
Hoje, Collor, impedido de se eleger durante quatro anos, é senador pelo estado de Alagoas. Hoje, Lindberg Farias, o presidente da UNE na época, também é senador, envolvido em denúncias de corrupção.
E o que os nossos estudantes de hoje fazem? A época de nossos pais era mais consciente. Eles ajudaram a construir tudo o que estamos vivendo hoje, toda a ascensão do país, porque pensaram num futuro.
Nossos movimentos estudantis, principalmente os do interior brasileiro, muitos estão inativos ou não são apoiados. E enquanto isso, aparecem mais nomes e escândalos nos jornais, que ainda vão em “forma” de atualidades para provas de concursos e vestibulares.
Em 1992, os jovens, inspirados pela minissérie global “Anos Rebeldes”, e por ideais imutáveis, a justiça e democracia, diziam que estavam escrevendo um novo capítulo da minissérie.
Hoje, minorias inspiradas pelos grandes movimentos históricos tentam reverter a atual situação. Projetos como o “Se liga 16!”, da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), começam uma nova onda do voto jovem consciente.

Entretanto, o Brasil ainda sente falta da juventude da época de nossos pais, do luto em protesto à corrupção e dos caras e das caras-pintadas.


Até a próxima!
Ana ;)

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